sexta-feira, 6 de março de 2009
Você viveria num container de navio?
Esta é a pergunta da reportagem de ontem da Fast Company online.

Ele é polêmico em tudo o que faz. Além de arquiteto, é um artista que faz performances, instalações, leituras em eventos de museus e por aí vai. No seu website (http://www.architectureandhygiene.com/main.html), tem dicas desde como lançar uma bola de tênis, até uma seleção de músicas para se ouvir apóis tomar antidepressivos. Seu humor (para alguns algo diferente, maluco mesmo) e inventividade acaba gerando coisas positivas e até mesmo úteis como estes containers.


Tidas como baratas, transportáveis e recicláveis as "casas-container" do artquiteto de New Jersey (USA) Adam Kalkin podem se tornar a nova onda em residências pré-fabricadas.
Ele não é o primeiro a executar moradias nestes moldes, outros arquitetos como Jennifer Siegal (http://www.designmobile.com/jennifer.html) and Lot-Ek (http://www.lot-ek.com/) construíram prótótipos e conceitos semelhantes que seriam contra as paredes brancas do modernismo. Mas Kalkin usa este conceito além, em forma de casas de luxo, anexos de museus e também casas para refugiados.
Ele é polêmico em tudo o que faz. Além de arquiteto, é um artista que faz performances, instalações, leituras em eventos de museus e por aí vai. No seu website (http://www.architectureandhygiene.com/main.html), tem dicas desde como lançar uma bola de tênis, até uma seleção de músicas para se ouvir apóis tomar antidepressivos. Seu humor (para alguns algo diferente, maluco mesmo) e inventividade acaba gerando coisas positivas e até mesmo úteis como estes containers.Esta semana ele saiu num catálogo da Quik Build, que executa casas pré-fabricadas (website: http://www.quik-build.com/). O livro "Adam Kalkin´s ABC of Container Architecture" mostra 32 de suas obras, incluindo a sua própria casa, que é um cottage do século 19 em clapboard dentro de um hangar industrial e um projeto em que um quarto executado num container com paredes hidráulicas de que se abrem e fecham.
A "quik Build" era uma empresa de bom apelo com suas casas modernistas pré-fabricadas, mas foi perdendo seu espaço ao longo do tempo. O preço de seu metro quadrado varia entre U$ 250,00 a U$ 400,00, o que pode ser mais do que uma residência tradicional, com arquiteto e empreiteiro.
Mas tem uma certa onda de pré-fabricados novamente, especialmente estes que se diferenciam pelo design inovador. Ano passado, houve uma exposição no MOMA (Museum of Modern Art - www.moma.org/ ) de Nova Iorque, chamada "home delivery", mostrando as inovações. Um dos curadores da mostra chegou a propor as casas de Kalkin para as vítimas de New Orleans.

O próprio Kalkin nunca havia se visto como um executor de casas pré-fabricadas, até que uma de suas casas em Bunny Lane (http://www.inhabitat.com/2009/03/06/residence-bunny-lane-adam-kalkin/) foi apresentada na capa de uma revista especializada em pré-fabricados.
A pergunta que se faz é se isso realmente é uma alternativa viável para a habitação. Pode ser que sim, porque não?
Fonte:
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arquitetura,
Inovação
quinta-feira, 5 de março de 2009
Tendências: Small Homes
Um movimento que cada vez ganha maior visibilidade e adeptos é o das "Small Homes". Numa época em que se combinam a crise econômica mundial, recessão do sistema de imobiliário e aumento da consciência e preocupação com o aquecimento global, estas casas desenhadas com áreas mínimas e sem supérfluos podem tornar-se uma tendência crescente.A metragem média de uma residência unifamiliar norte-americana era na década de 1980 de aproximadamente 145,00m2. No ano de 2005 este valor passou a 207,00m2 e com tendência de aumentos cada vez mais constantes naquela época.
Casas pequenas não são uma idéia nova, pois é claro que num grande centro urbano a falta de espaço e altíssimos preços já faz com que tenham-se uma inversão deste crescimento. Nem todos podem pagar uma casa grande, muito menos aqui em nosso país (ou mesmo pagar uma habitação qualquer já é um grande feito fora da realidade da grande maioria). Mas a mentalidade de que uma melhor vida, um melhor status está relacionado com o tamanho de suas casas, carros, etc, infelizmente existe. E isso não só pode como deve mudar...
Um dos construtores destas casas é Brad Kittel, que já possuia uma loja de materiais de demolição, como portas antigas e janelas restaurados. Ele não tinha muita saída destes materiais e iniciou a empresa "Tiny Texas Houses" em 2006. Elas possuem estilo de pequenas casas de fazenda, coloridas, com quartos, cozinha e banheiro. Boa parte dos materiais são de reúso, reciclados e recondicionados. A metragem das casas é em média de 33,00m2. E algumas tem metade disso.
A idéia é oferecer um produto de qualidade, mas bem mais barato e alinhado com a idéia de ser mais verde, mais sustentável, sem precisar usar tanto para viver de forma confortável. O movimento das "Small Homes" tem vários adeptos e há anos que vem incentivando as pessoas a mudar um pouco sua forma de pensar a moradia.
A "Small House Society" tem a seguinte lista de vantagens bem humoradas para incentivar esta nova forma de pensar.
Numa casa pequena:
1- Tem pouco espaço para as coisas se perderem;
2- Você consegue passar aspirador de pó mais rapidamente;
3- A taxa de luz é menor;
4- Não tem espaço para móveis que você não poderia pagar de qualquer forma;
5- As famílias passam mais tempo unidas (porque elas não tem outra escolha!).
Este conjunto de fatores (economia, maior consciência, novas necessidades) está fazendo com que tenham-se diminuido a média do tamanho das casas desde o ano passado. Passou-se a ter agora 196,00m2.
Vale a pena ser mais criativo, pensar em melhores soluções com maior racionalidade para os espaços, aproveitamento total do espaço útil de uma casa. Temos ótimos exemplos aqui no Brasil mesmo, basta abrirmos uma revista qualquer de decoração para ver soluções para pequenos espaços, aproveitamento de materiais, uso de elementos que não são usuais, etc. E temos que nos sentir bem com isso, ver que a solução é por aí.
Conforme o grande mestre Mies van der Rohe nos ensinou: "less is more"!
Fontes e Imagens:
The Economist - February 21st
http://www.tinytexashouses.com/
segunda-feira, 2 de março de 2009
Rápidas 01 - New York Times
ENERGIA VERDE - PRODUÇÃO EM QUEDA
A crise chegou para todos, inclusive no setor verde. Mesmo com a promessa de Obama para incremento incentivo às energias green, sente-se uma retração nas indústrias que produzem energias alternativas.
As fábricas de turbinas e painéis solares estão prevendo retrações de 30% a 50% neste ano. Algumas que há dois anos atrás não tinham condições de fazer mais pedidos devido a alta demanda, estão com grande oferta de produtos e facilidades de entrega.
Um bom ponto nisso tudo é que os preços estão reduzindo bastante e tornando-se mais acessíveis. Para os painéis solares, que atinge principalmente o consumidor residencial, seu valor caiu em 25% em seis meses e pode diminuir ainda mais 10% neste ano, segundo o presidente da Associação das Indústrias de Energia Solar dos EUA.
Para recuperar o crescimento neste tipo de produção, seria necessário uma intervenção maior dos programas de incentivo do governo, o que pode fazer com que se estimule novamente o uso destes materiais.
RADICAL - ELIMINE A SUA GELADEIRA
Alguns ativistas verdes estão incentivando a reduzir não somente o gasto geral em energia, descartes, etc, mas também que as pessoas eliminem os refrigeradores de suas casas. Alguns já descartaram o eletrodoméstico e estão usando pequenos freezers e isopores na cozinha para diminuir a sua pegada de carbono. Apesar das justificativas, muitos ambientalistas vêem este movimento como desnecessário e radical demais. Conforme Marty O ´Gorman, VP da Frigidaire, uma geladeira certificada pelo selo americano "Energy Star" de meio metro cúbico, consome 380 quilowatts ao ano, menos que uma secadora de roupas comum.
O que pode-se fazer é reduzir um pouco o termostato de acordo com a quantidade de alimentos guardados. Um bom planejamento tb evita geladeiras cheias demais e desperdícios.
Certifique-se que a rede elétrica está adequada a carga da geladeira, que ela não está trabalhando com temperatura abaixo do necessário e se for viajar, desligue ou deixe no mínimo. Isso ja ajuda e não precisaremos dispensar a água ou cervejinha geladas!
A crise chegou para todos, inclusive no setor verde. Mesmo com a promessa de Obama para incremento incentivo às energias green, sente-se uma retração nas indústrias que produzem energias alternativas.
As fábricas de turbinas e painéis solares estão prevendo retrações de 30% a 50% neste ano. Algumas que há dois anos atrás não tinham condições de fazer mais pedidos devido a alta demanda, estão com grande oferta de produtos e facilidades de entrega.
Um bom ponto nisso tudo é que os preços estão reduzindo bastante e tornando-se mais acessíveis. Para os painéis solares, que atinge principalmente o consumidor residencial, seu valor caiu em 25% em seis meses e pode diminuir ainda mais 10% neste ano, segundo o presidente da Associação das Indústrias de Energia Solar dos EUA.
Para recuperar o crescimento neste tipo de produção, seria necessário uma intervenção maior dos programas de incentivo do governo, o que pode fazer com que se estimule novamente o uso destes materiais.
RADICAL - ELIMINE A SUA GELADEIRA
Alguns ativistas verdes estão incentivando a reduzir não somente o gasto geral em energia, descartes, etc, mas também que as pessoas eliminem os refrigeradores de suas casas. Alguns já descartaram o eletrodoméstico e estão usando pequenos freezers e isopores na cozinha para diminuir a sua pegada de carbono. Apesar das justificativas, muitos ambientalistas vêem este movimento como desnecessário e radical demais. Conforme Marty O ´Gorman, VP da Frigidaire, uma geladeira certificada pelo selo americano "Energy Star" de meio metro cúbico, consome 380 quilowatts ao ano, menos que uma secadora de roupas comum.
O que pode-se fazer é reduzir um pouco o termostato de acordo com a quantidade de alimentos guardados. Um bom planejamento tb evita geladeiras cheias demais e desperdícios.
Certifique-se que a rede elétrica está adequada a carga da geladeira, que ela não está trabalhando com temperatura abaixo do necessário e se for viajar, desligue ou deixe no mínimo. Isso ja ajuda e não precisaremos dispensar a água ou cervejinha geladas!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Casa de papel

Uma excelente iniciativa dos alunos de arquitetura da escola Bauhaus, foi a criação de uma casa de papel. A "The Universal World House" é executada com painéis fabricados pela empresa suíça The Wall AG, que detém a patente do material usado.
A estrutura é composta de papel reciclado (de jornais e papelão), agregado de resina e celulose e feita em formato de favos de mel. Esta forma é similar a usada em construções de aviões e outros produtos em que peso leve e resistência são fundamentais.
As casas foram desenvolvidas principalmente com intenção de ajudar em casos de desabrigados, refugiados e sem teto. Ela mede 36m2, com dois quartos, cozinha e varanda e pode ter inclusive um volume extra para banheiro (adicional).
O preço fica em torno de U$ 5.000,00; Na verdade, para os reais necessitados é bastante, mas alguns governos, como na Nigéria, já implementaram-se 2.400 unidades. As casas foram testadas também na América Latina e aprovadas pelos usuários. Para se ter uma idéia, no furação Ike, que assolou a costa do Texas nos Estados Unidos, foi cogitada a compra de trailers para abrigar as pessoas com custo de U$ 20.000,00 cada. Com o mesmo valor, pode-se ter quatro destas habitações.

Com certeza é uma forma criativa e rápida de solucionar um abrigo de emergência.
Fontes:
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Um posto de gasolina "verde".... Contraditório?
Um posto de abastecimento que se propõem "green". Parece um tanto contraditório que um local de venda de gasolina tenha uma caráter mais sustentável, mas isso existe na terra onde mais se consome combustíveis fósseis no planeta.Em Los Angeles, um posto com arquitetura super high tech, tem elementos de composição do seu prédio bem menos agressivos ambientalmente que o seu carro chefe de vendas.
Segundo a BP, marca da revenda de combustíveis, não se trata de somente um protótipo da "estação de abastecimento do futuro", mas sim um posto para que a vida de hoje seja um pouco melhor, um laboratório de idéias para outros estabelecimentos do gênero eonde as pessoas possam trazer e difundir algumas idéias novas.
Parecem ter boa intenção, mas que o posto ganhou clientes e curiosos com esta inovação, ganhou.
Eles utilizam alguns elementos green, como cobertura verde, iluminação super eficiente e com baixo consumo, materiais de construção reciclados e ou sustentáveis.

Tem até um sistema de filtragem que drena quaisquer gotas de gasolina que pingarem para fora no solo, antes de serem direcionadas para o sistema fluvial.
O projeto parece meio exagerado, mas ganhou vários prêmios e foi eleito como um dos postos de gasolina mais bonitos (questão de gosto pessoal, não?).
Ah! Eles tiveram umas idéias de comunicação visuais ótimas nas bombas. Ao invés das nomenclaturas comuns de "super", "master", "top", dizem: "boa", "melhor" e "ótima"... Mais uma maneira de aproximar as pessoas do produto. 

Alguns postos já introduziram novos combustíveis e usam estes elementos como diferencial.
Ainda que seu produto base seja questionável, enquanto for necessário abastecer, melhor que seja desta forma, ao menos vai-se conscientizando o público. Mais um bom papel para a arquitetura como base de educação e informação.
Fonte & Imagens:
http://www.thegoodhuman.com/
http://www.thegoodhuman.com/
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SUSTENTABILIDADE
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Pequenos detalhes de um museu
Foto: Fachada Menil Collection
Com pequenos detalhes num projeto e usando-se da criatividade, pode-se fazer com que se elimine, ou ao menos se reduza bastante, o uso da lua artificial, trazendo não só economia, mas também uma qualidade visual e ambiental muito superiores.
Um ótimo exemplo é o Museu Menil Collection, em Houston Texas, em que estive numa tarde nublada e de infernais 42 graus.
Foto: Fonte em Frente ao Rothko Chapel
Ele Fica localizado numa região que é conhecida como a "Museum District" de Houston, pois lá também situam-se a Rothko Chappel (com as imagens hiper minimalistas de Rothko, que fazem o espectador simplesmente meditar), o Museum of Fine Arts, o Jardim das esculturas, O Museu de Ciências Naturais, o Health Museum, o Museu de Arte Contemporânea, a capela de afrescos bizantinos, entre vários outros e inúmeras galerias de arte contemporânea. Os museus e espaços culturais concentram-se numa zona basicamente residencial e universitária, com ruas calmas e bem arborizadas.
Este museu foi pensado primeiramente pela família Menil para ser executado com o grande arquiteto Louis Kahn. No entanto, o falecimento do patriarca dos Menil em 1972 e em seguida a morte de Kahn, deixou este projeto em suspenso. A idéia inicial era de reformar uma das residências da região, da década de 20.
No entanto, este projeto foi retomado pela Sra. Dominique de Menil somente na década de 80, chamando Renzo Piano para o trabalho. Ele ficou conhecido por seu trabalho em conjunto com Richard Rogers no Centre Georges Pompidou em Paris.
Os planos inciais de uma reforma foram deixados de lado e ao invés disso, criou-se um novo volume, inserido na malha urbana existente, compondo de forma harmônica com as residências no entorno. Estas foram pintadas com a mesma cor do museu, criando uma unidade. Este cinza esverdeado ficou até conhecido como "cinza Menil", devido a característica própria que deu à região.
Foto: Rua no entorno do Museu.
Realmente tem-se uma sensação de tranquilidade em todas as quadras, andando-se de uma a outra entre as árvores e os prédios das coleções. Foram criados caminhos sinalizados entre os diversos prédios, possibilitando a visita a todos com uma sequencia lógica e fácil.
O Menil, apesar de parecer compacto do lado de fora, é extremamente amplo no seu espaço interno. Isso se dá especialmente pelos grandes painéis de vidro e o ótimo sistemas de brises que proporcionam uma luz natural perfeita à visualização das obras.
Este sistema de iluminação, mesmo num dia nublado e com chuva (situação em que estive), permite a fruição sem necessidade de iluminação extra. Somente em alguns detalhes e obras específicas, dá-se um enfoque de iluminação artificial. Além disso, a iluminação superior é trabalhada de forma a mimetizar o efeito da luz natural existente durante o dia.
Este efeito de luz natural foi pedido direto da Sra. Menil e Renzo se inspirou em dois fatos, uma construção no Kibutz Ein Harod pelo arquiteto Samuel Bickets, que usou de telas nas zenitais, filtrando a luz direta. A segunda inspiração foi o próprio barco de Renzo Piano, que utilizou a forma em formato de folha curvada, feita de ferro-cimento, o que além de proporcionar uma unidade nos blocos do prédio, proporciona o controle da iluminação natural e retorno de ar.Posso dizer que lá dentro não se percebiam os 42 graus e nem a chuva, só seu barulho...
Foto: Anexo Menil
Imagens - Ana Dreyer
Imagens - Ana Dreyer
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