Mostrando postagens com marcador arquitetura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arquitetura. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Patrimônio ao Sul





Estive em Montevideo recentemente e como sempre me encantei com centro antigo e seus belos edifícios. Muitos estão precisando urgentemente de um retrofit, mas em algumas áreas já podem-se ver reformas, obras e inserções de equipamentos urbanos para revitalizar esta área histórica e seu entorno.


Ser sustentável também é preservar o que já existe, o que já está consolidado em nossas cidades. Normalmente, os centros antigos já possuem uma grande rede de transporte público consolidado, grande parte dos serviços, locais de lazer e estudo. Ao concentrarmos tudo isso, evitamos as grandes distâncias, o uso do carro, nos integramos com a vida urbana. E mais, revitalizar um centro antigo traz vida e dinâmica verdadeiras às cidades.


É fundamental preservarmos nosso patrimônio e história. E lá, por ter sido uma importante cidade da América do Sul no início do século XX, tem excelentes exemplares arqutetônicos.







Fotos: Juliana Dreyer

Criatividade vale tudo: casas recicladas


Photo: Michael Stravato for The New York Times



Um senhor chamado Dan Phillips iniciou 12 anos atrás a sua construtora, a Phoenix Commotion, que tem um princípio diferente: usar basicamente materiais reciclados e de reúso em todas as suas obras.




Photo: Michael Stravato for The New York Times


Nas 14 casas que foram construídas até o momento, cerca de 80% de todo material de construção é de reaproveitamento! Além da economia de recursos naturais, eles usam estes materiais que iriam para o lixo, de forma extermamente criativa.



Photos: Michael Stravato for The New York Times



As casas ficam diferentes e personalizadas. Os materiais e objetos são provenientes dos mais diversos locais, desde construções antigas que serão demolidas, lojas que colocaram seus estoques fora (como as incríveis molduras que servem de forro para uma das casas) e inclusive nos bares da cidade, para recolher as rolhas e garrafas que servem como revestimento e piso.




Photo: Michael Stravato for The New York Times


O interessante é que os futuros proprietários acabam se envolvendo pessoalmente no processo de encontrar os materiais e na construção.






Photo: Michael Stravato for The New York Times



Seja criativo, dê um uso diferente para o que iria para o lixo!


Fonte: New York Times
http://www.nytimes.com/slideshow/2009/09/02/garden/20090903-recycled-slideshow_10.html

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Dicas de Iluminação

Um dos fatores que mais pesam para redução de gastos energéticos, especialmente em residências é a iluminação.

1- Onde colocar a lâmpada? - Além do uso de lâmpadas mais econômicas, vale lembrar que o tipo de luminária também influi muito no desempenho. As luminárias que são pensadas de forma mais técnica ajudam a potencializar o efeito da luz, fazendo com que se necessite de menor potência para um mesmo resultado. Além de não ser bonito, usar uma PL compacta num embutido sem profundidade faz com que ela fique aparente e "jogue" a luz indiscriminadamente no ambiente, sem um maior direcionamento.
Luminária Lumini




2- Cuidar com o "glare", ou ofuscamento - Falando nisso, é importante também lembrar, que não deve-se "jogar" luz fora, ou seja, cuidar para não direcionar uma lâmpada para uma janela de vidro, ou num jardim aberto sem que esteja focada para uma vegetação densa ou muro. Além de perder a quantidade de iluminação onde ela é mais necessária, cria-se poluição visual. Ninguém gosta de luz ofuscando, não é mesmo? Ainda mais quando vem do vizinho...


3- Cada cor de lâmpada, uma função - Para quem ainda acha que as fluorescentes tem luz muito dura e fria, procure as que tem menor temperatura de cor, ou seja, quanto menor a classificação em Kelvins, mais para vermelho, quanto maior, mais para azulado. Exemplo: luz amarela: 2.700K, "luz do dia" que é branca, 4.000k e a Luz branca, quase azulada, fica na faixa dos 6.000k. Procure estes dados na embalagem quando for comprar e coloque a que fique mais adequada a sua necessidade. Para uma cozinha, pode ser uma luz mais fria, mas numa sala, é bom o aconchego, então procure usar as mais amareladas.
Lâmpada Compacta Philips



4- Tipo de iluminação - Use e abuse da iluminação indireta, que além de ser mais agradável, fica difusa e pode ser potencializada quando direcionada a superfícies claras ou brilhantes. Para quartos e salas, vale usar luminárias de foco individual em cantos e locais estratégicos, como abajoures, luminárias de pé, de leitura e algum foco num objeto especial em bancadas.

5- Utilize alternativas - Os LED´s estão cada vez mais em conta e com maiores aplicações. Vale ser criativo e usar de alternativas na hora de pensar a iluminação.

6- Não abuse - Pense o que você realmente necessita, sem abusar das lâmpadas acesas. A velha lição de desligar as luzes quando se sai de um cômodo é super válida e deve ser incorporada como um hábito. Num escritório, procure ligar somente as luzes de onde as pessoas estiverem trabalhando.

7- Setorização dos controles - Dentro do possível, procure separar os circuitos com o mínimo possível de luminárias em cada um. Isso possibilita acender somente o necessário, sem ter que ligar tudo para usar somente um canto para leitura. As luminárias individuais de mesa, num escritório, ajudam muito a facilitar isso. Se tiver automação, melhor ainda!

8- A mais importante: Iluminação Natural - é a grande aliada da economia e bem estar. Além de proporcionar luz mais agradável, é comprovado que as pessoas sentem-se melhor e são mais produtivas com visuais externas e iluminação natural. Moramos num país tropical, com luz abundante na maior parte do ano. Estude um projeto que aproveite os recursos grátis que já temos.

Aproveite!!

McKinley House

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Etiquetagem de Edifícios no Brasil

Foi lançado na semana passada, o Procel Edifica. É a primeira etiquetagem feita no Brasil para edificações, trabalho desenvolvido pelo LabEEE, da Universidade Federal de Santa Catarina (chefiado pelo Prof. Lamberts), Procel, Eletrobrás e Inmetro.
A Etiqueta tem como intuito estimular a realização de prédios mais eficientes energeticamente; Pode-se economizar em até 36% do consumo seguindo-se os parâmetros da etiqueta.
Futuramente, pode-se tornar um selo, ou mesmo ser utilizado para descontos na conta de luz de quem gasta menos (seria um ótimo incentivo, não?).
Pode-se etiquetar somente a envoltória (que avalia aspectos da fachada), ou a parte de iluminação ou mesmo para os sistemas de refrigeração.
Mas o legal é buscar a etiqueta completa, que pode contar pontos extras à edificação que ainda utilizar sistemas economizadores de água e novas tecnologias sustentáveis.
Super bem vindo e é um orgulho saber que nosso país tem tanta gente interessada em melhorar cada vez mais a qualidade e o padrão da construção civil.

Para saber mais e fazer o download do manual, acesse:
http://www.labeee.ufsc.br/eletrobras/

sábado, 27 de junho de 2009

Reusar é jóia!

Colar Ana Maria Braga - Flammarion Vieira

Que podemos reutilizar uma garrafa plástica de várias maneiras no dia a dia, todos sabemos. Basta encher novamente com água para ficar ao lado da mesa na hora da sede no escritório. E uma revista velha? Serve somente para reciclar? Não... Podemos criar de tudo, inclusive jóias e objetos de arte com o que normalmente iria para o lixo.
Mas disse: Jóias? Sim, e alguns designers inovadores estão combinando diferentes materiais de reúso com materiais mais nobres para criar objetos de desejo. E o que vale é a critividade.



No momento em que reutilizamos um material é tão bom quanto ou melhor ainda que a reciclagem, pois pouca coisa se perde e seu valor final ao invés de ser perdido e desgastado é potencializado e valorizado ao se tornarem elementos únicos, artísticos, criativos e belos.



Isso pode ser visto no trabalho e do nosso designer e artista brasileiro Flammarion Vieira, que cria exuberantes jóias em que ele mistura colagens, ouro e pedras.
Colar Sapo-Príncipe - Flammarion Vieira
Outro exemplo é a designer sueca Kumvana Gomani que cria jóias a partir de materiais de garrafas plásticas e embalagens de sorvete.
Colar e Brinco - Kumvana Gomani

Nada precisa ser desperdiçado. Basta ser original!


quarta-feira, 24 de junho de 2009

Design Sustentável que Amamos - McKinley House

Fachada - Foto: http://www.studioea.com/

Esta casa de David Hertz fica em Venice, bairro de Los Angeles. Foi inicialmente construída em dois blocos no anos de 1996 para o arquiteto e sua família. Em 2004 foi ampliada para comportar o crescimento dos filhos. O próprio David chama a casa de "McKlinley 2.0".
Ela é construída em concreto e madeira Ipê totalmente certificada e abusa de iluminação e ventilação natural. A inspiração, segundo o arquiteto, veio das construções indonésias e de Bali, com escadas em mogno e treliças, ligando os blocos da casas por passarelas. Claro que com uma releitura super contemporânea.

Detalhe Escada - Foto: http://www.studioea.com/


O concreto da casa contém 41% de material reciclado e possui resistência 2 vezes maior do que o concreto comum. Além disso, a inércia térmica que ele proporciona faz com que a casa tenha um aquecimento passivo, ou seja, esquenta lentamente durante o dia e à noite, quando está mais frio na rua, a casa fica quentinha.

Brises - Foto: http://www.studioea.com/

Elementos Sustentáveis da Casa:

• Ventilação Passiva.
• Energia Solar (20 painéis fotovoltáicos) que aquecem a água e o piso.
• Turbina à vácuo no teto que uso um coletor parabólico de raios solares, aumentando a oferta de energia solar na casa.
• Todas madeiras são certificadas
• Concreto Syndecrete®, concreto leve que usa 41% de conteúdo reciclado;
• Tintas com zero VOC.
• Piso de Concreto.
• Vidros de alta performance.

Cozinha - Foto: http://www.studioea.com/

Para quem ja viu o seriado "Californication", esta é a casa onde mora a arquiteta Karen, ex-esposa de Hank, o personagem principal. Eles normalmente aparecem também outras casas maravilhosas. Só por isso ja vale a audiência!

Fontes e Fotos:

http://www.california-architects.com/index.php?seite=ca_profile_architekten_detail_us&root=73031&system_id=14522


http://www.studioea.com/

terça-feira, 23 de junho de 2009

Charles + Ray Eames - 60 anos da Case Study House.

A Casa Study House - Fundação Charles+ Ray Eames




Neste último final de semana foi comemorado os 60 anos da casa dos designers e arquitetos americanos Charles e Ray Eames. A importância deles no design do século XX não precisa nem ser explicada: basta ver a quantidade de lojas de mobiliário que vendem réplicas (ou as vezes cópias mesmo) de suas criações.



Charles + Ray



Para ver mais visitem o site da fundação, muito interessante, com diversas imagens e explicações sobre o processo criativo dos dois, bem como fotos das linhas de montagens, filmes que eles executaram, instalações artísticas, entre outros.



Advertising Design for Wire Chairs with the Eameses' Bird Sculpture, circa 1952, photograph.


Muito bom o artigo do Blog da Michelle Fauffman .

Fonte: http://eamesoffice.com/

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Design Sustentável que Amamos - Carlos Motta



O Arquiteto e Designer Carlos Motta, de São Paulo, tem como diferencial em seus projetos de mobiliário, o uso de madeira certificada pelo FCS - Forest Stewardship Council ou de Redescobrimento, que é aquela madeira achada já caída, de demolição, encontrada no mar ou em rios.
Lindo design, super eco-friendly e super brasileiro.




Fotos e fontes: http://www.carlosmotta.com.br/index2.asp?lingua=port

domingo, 14 de junho de 2009

Water Building Resort - O incrível prédio que transforma o ar em água!

Este projeto totalmente inovador do escritório de arquitetura e urbanismo Orlando de Urrutia, de Barcelona, chamado de Water Building Resort, foi desenhado para ser um prédio temático em forma de gota e transforma o ar em água através de energia solar. Além disso, será Resort com centro de lazer, hotel, salões de conferências, aquario e locais para pesquisa e informação com o tema "água";





Não somente o ar, mas também a água da chuva e água do mar serão captadas e reaproveitadas.





Isso será possível com a combinação entre natureza e tecnologia. A fachada que recebe maior incidência solar (no hemisfério norte a sul) deixa a luz entrar. A fachada norte, que não recebe tanta luz, será aberta à entrada de ar, com desenho que facilita a passagem do mesmo através dos painéis fotovoltaicos combinados com um equipamento chamado Teex Micron que converte a humidade e condensação do ar em água pura para ser bebida.





O projeto é adequado a instalãções em terrenos costeiros de clima húmido e quente (Brasil forte candidato!!)



Vejam o video com o projeto!!




Fotos e Fontes:

terça-feira, 28 de abril de 2009

Telhados Verdes - 01

Sistema de Telhado Verde



Já falei um pouco aqui sobre os telhados brancos e os verdes. Ambos contribuem para uma melhor performance energética da habitação, sendo que os verdes ganham mais pontos nos quesitos de amenizar o conforto interno e externo, incentivam a vinda de fauna para perto das casas e possuem recursos de adaptação à estrutura existente excelentes.



"Berçário" de testes de plantas



Semana passada, visitei a empresa Ecotelhado, que fabrica sistemas de telhados verdes e consegui ter uma visão mais de ampla destas coberturas.




Os sistemas de telhados verdes tem como princípio isolar o fechamento da cobertura com uma manta anti-raízes, depois um sistema alveolar que retém a água e mais uma manta de proteção. Em cima disso vão placas de material 100% reciclado com aberturas para colocação da vegetação, que deve ser plantada com um composto orgânico especial.




Sistema alveolar + manta + caixa reciclada com composto


Podem ser plantados diversos tipos de plantas e grama, sendo que as de pequenas raizes e mais adaptadas ao clima local são as melhores. A idéia é usar a permacultura como coadjuvante do processo, ou seja, deixar que as plantas naturais do ambiente cresçam. O que conseguir se adaptar na estrutura fica, as que não suportarem as condições serão naturalmente descartadas. A água é usada principalmente nos períodos iniciais de instalação e nas épocas de estiagem.



A água pode ser captada e direcionada para reúso. As próprias placas deste sistema já fazem boa parte da filtragem, facilitando o trabalho restante.




Sistema de Telhado Verde instalado diretamente sobre cobertura de ripas de madeira + telhas convencionais.





Para saber mais:

http://www.permacultura.org.br/

http://www.ecotelhado.com.br/




segunda-feira, 27 de abril de 2009

A casa que veio do lixo

Fachada - Foto: Dave Laurindsen - NYT

Quando a criatividade é colocada a prova, pode-se ter certeza que quase sempre vem ótimos resultados e idéias interessantes. Foi o que fez o artista e construtor Randy Polumbo, na cidade de Joshua Tree, Califórnia, EUA.


Estar - Foto: Dave Laurindsen - NYT

Esta casa, inicialmente um chalé de pedra da década de 30, foi reformada inteiramente em pedras locais, aço e material reciclado.

Joshua Tree dentro da casa em frente a uma parede de garrafas - Foto: Dave Laurindsen - NYT


As madeiras são recicladas, todos os móveis de reúso, comprados em vendas de garagem ou arremates no e-bay. Até os eletrodomésticos que não funcionavam mais viraram outros objetos, bancadas e utensílios.


Parede de Garradas de Tequila no Banheiro - Foto: Dave Laurindsen - NYT

Vários insights bem interessantes para quem quer reformar sem gastar tanto, ser criativo, reinventar usos.



Vejam o vídeo!!!
http://www.nytimes.com/interactive/2009/04/08/garden/joshua-interactive/index.html




Fonte: http://topics.nytimes.com/top/reference/timestopics/subjects/a/architecture/index.html?ref=garden

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Aquecimento de Água Brasileiro - Solar!



O LEED - sistema de certificação americano para pontuar green buildings, está sendo adaptado aos padrões brasileiros. E um crédito que não existia na versão original do Tio San é relativo ao Aquecimento de Água.


Aqui se está propondo um ponto a mais na certificação, caso opte-se pelo uso de Aquecedores Solares (SAS - Sistemas de Aquecimento Solar) ou por meio de sistemas de recuperação de calor para aquecimento de água atendendo pelo menos 50% da demanda.


Nada mais lógico que num país como o nosso, com sol abundante e um excelente, mas dispendioso hábito pelo banho diário, venha a fazer total sentido a inclusão deste crédito.


Os dados são os seguintes: no Brasil, 7% do consumo de energia elétrica é proveniente do aquecimento de água para banho, chegando a 18% nos horários de pico. Além disso, 70% dos domicílios brasileiros tomam sua ducha com água aquecida via energia elétrica.


Excelente inclusão, que visa a reduzir estes percentuais, reduzindo ao longo prazo a necessidade de novas usinas, assim reduzindo impactos ambientais e emissões de gases do efeito estufa.


Parabéns ao GBC Brasil pela iniciativa.


Agora vale você ir atrás do seu equipamento, que deve ser certificado pelo QUALISOL - Programa de Qualificação de Fornecedores de Aquecimento Solar - e o projeto e instalação devem serguir as normas ABNT/NBR 15569:2008.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Você viveria num container de navio?

Esta é a pergunta da reportagem de ontem da Fast Company online.

Tidas como baratas, transportáveis e recicláveis as "casas-container" do artquiteto de New Jersey (USA) Adam Kalkin podem se tornar a nova onda em residências pré-fabricadas.
Ele não é o primeiro a executar moradias nestes moldes, outros arquitetos como Jennifer Siegal (http://www.designmobile.com/jennifer.html) and Lot-Ek (http://www.lot-ek.com/) construíram prótótipos e conceitos semelhantes que seriam contra as paredes brancas do modernismo. Mas Kalkin usa este conceito além, em forma de casas de luxo, anexos de museus e também casas para refugiados.

Ele é polêmico em tudo o que faz. Além de arquiteto, é um artista que faz performances, instalações, leituras em eventos de museus e por aí vai. No seu website (http://www.architectureandhygiene.com/main.html), tem dicas desde como lançar uma bola de tênis, até uma seleção de músicas para se ouvir apóis tomar antidepressivos. Seu humor (para alguns algo diferente, maluco mesmo) e inventividade acaba gerando coisas positivas e até mesmo úteis como estes containers.

Esta semana ele saiu num catálogo da Quik Build, que executa casas pré-fabricadas (website: http://www.quik-build.com/). O livro "Adam Kalkin´s ABC of Container Architecture" mostra 32 de suas obras, incluindo a sua própria casa, que é um cottage do século 19 em clapboard dentro de um hangar industrial e um projeto em que um quarto executado num container com paredes hidráulicas de que se abrem e fecham.
A "quik Build" era uma empresa de bom apelo com suas casas modernistas pré-fabricadas, mas foi perdendo seu espaço ao longo do tempo. O preço de seu metro quadrado varia entre U$ 250,00 a U$ 400,00, o que pode ser mais do que uma residência tradicional, com arquiteto e empreiteiro.
Mas tem uma certa onda de pré-fabricados novamente, especialmente estes que se diferenciam pelo design inovador. Ano passado, houve uma exposição no MOMA (Museum of Modern Art - www.moma.org/ ) de Nova Iorque, chamada "home delivery", mostrando as inovações. Um dos curadores da mostra chegou a propor as casas de Kalkin para as vítimas de New Orleans.


O próprio Kalkin nunca havia se visto como um executor de casas pré-fabricadas, até que uma de suas casas em Bunny Lane (http://www.inhabitat.com/2009/03/06/residence-bunny-lane-adam-kalkin/) foi apresentada na capa de uma revista especializada em pré-fabricados.

A pergunta que se faz é se isso realmente é uma alternativa viável para a habitação. Pode ser que sim, porque não?
Fonte:



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Casa de papel



Uma excelente iniciativa dos alunos de arquitetura da escola Bauhaus, foi a criação de uma casa de papel. A "The Universal World House" é executada com painéis fabricados pela empresa suíça The Wall AG, que detém a patente do material usado.


A estrutura é composta de papel reciclado (de jornais e papelão), agregado de resina e celulose e feita em formato de favos de mel. Esta forma é similar a usada em construções de aviões e outros produtos em que peso leve e resistência são fundamentais.


As casas foram desenvolvidas principalmente com intenção de ajudar em casos de desabrigados, refugiados e sem teto. Ela mede 36m2, com dois quartos, cozinha e varanda e pode ter inclusive um volume extra para banheiro (adicional).


O preço fica em torno de U$ 5.000,00; Na verdade, para os reais necessitados é bastante, mas alguns governos, como na Nigéria, já implementaram-se 2.400 unidades. As casas foram testadas também na América Latina e aprovadas pelos usuários. Para se ter uma idéia, no furação Ike, que assolou a costa do Texas nos Estados Unidos, foi cogitada a compra de trailers para abrigar as pessoas com custo de U$ 20.000,00 cada. Com o mesmo valor, pode-se ter quatro destas habitações.


Com certeza é uma forma criativa e rápida de solucionar um abrigo de emergência.
Fontes: