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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Patrimônio ao Sul





Estive em Montevideo recentemente e como sempre me encantei com centro antigo e seus belos edifícios. Muitos estão precisando urgentemente de um retrofit, mas em algumas áreas já podem-se ver reformas, obras e inserções de equipamentos urbanos para revitalizar esta área histórica e seu entorno.


Ser sustentável também é preservar o que já existe, o que já está consolidado em nossas cidades. Normalmente, os centros antigos já possuem uma grande rede de transporte público consolidado, grande parte dos serviços, locais de lazer e estudo. Ao concentrarmos tudo isso, evitamos as grandes distâncias, o uso do carro, nos integramos com a vida urbana. E mais, revitalizar um centro antigo traz vida e dinâmica verdadeiras às cidades.


É fundamental preservarmos nosso patrimônio e história. E lá, por ter sido uma importante cidade da América do Sul no início do século XX, tem excelentes exemplares arqutetônicos.







Fotos: Juliana Dreyer

terça-feira, 17 de março de 2009

Caminhando na Chuva

Não... Nada poético este título...

Para quem já se aventurou em uma de nossas capitais à pé em um dia de chuvas torrenciais sabe do que falo.

Hoje fui até a Av. Santa Efigênia, no centro de São Paulo para comprar uma fonte para meu telefone, já que a minha querida cachorrinha achou que o fio era um brinquedinho...

Bom, parti de metrô até lá. Adoro andar de metrô, me sinto integrada com a cidade, super cosmopolita, evitando o trânsito, taxis, etc. Além disso, o metrô daqui é limpo, eficiente e seguro mesmo, apesar de ter poucas linhas para atender de forma adequada a cidade.


Descendo na Estação São Bento (para quem não sabe, bem ao lado da famosa Rua 25 de Março) a chuvinha começou.. Mas bem discreta então.

Como estava no lado da meca das compras, desci a Ladeira Porto Geral pensando que estava com sorte e procurei sombrinhas para comprar, ou guarda-chuvas... Incrível, mas não há uma loja, ao menos nesta rua tomada de comércio, com uma lojinha sequer que venda uma sombrinha. Acho que eles devem ter acordo com os camelôs, que chegaram bem rápido vendendo guarda-chuvas pretos e imensos a R$ 15,00 (ainda bem que não comprei, depois achei numa lojinha japonesa aqui perto de casa por R$ 8,00). Apelei para aquelas capas de chuva de plástico. Achei que para aquele chuvisco a coisa seria boa e encarei.


E foi mesmo! Andei as 7 quadras até a Santa Efigênia - capítulo a parte a fauna e quantidade de eletrônicos, videogames, luminárias, fios e tudo mais e gente, muita gente. Procurei uma lojinha que vendesse a determinada fonte (sim! encontrei... se encontra absolutamente de tudo lá). Esperei descer do estoque, notinha, e me fui. Quase que esqueço a capa de plástico mágica no balcão, mas voltei e pedi para o cara tirar do lixo - comum - já estava lá!!!.

Fui, atravessei, passei pelo lado do viaduto... E aí que a coisa começou... Corri para o metrô, entrei, fiz a baldeação para a linha verde e pronto... Já estaria em casa em 15 minutos. Quando desço, ou melhor, subo da estação para a rua - O caos formado! Não tinha como entrar ou sair, da estação, muita gente molhada, se acotovelando, enfim...

Saquei minha capinha olhando para os lados e me achando a maior esperta do mundo. Pensei que a água seria fichinha como no centro... Que nada! Foram quatro quadras de horror! Vi aquela massa de nuvem preta chegando no final da Paulista e pensei: "vai dar".... Aí que vi o problema do lixo nos bueiros, nas ruas, bitucas de cigarro, restos de comidas, tudo numa sopa de rio de água marrom correndo. Semáforos estragados e os carros mega estressados. Incrível, mas parece que tem uns que fazem questão de passar pelas poças d´água quando tem gente na calçada... Mas hoje isso não fazia a menor diferença, a água ia por tudo...

O engraçado é ver a solidariedade e até mesmo bom humor do povo que está a pé, na mesma encrenca! Cada um se olha no meio da corrida e dá aquele riso dizendo:"eu sei o que você está passando, mas vamos lá". Eu estava até feliz, pois já estaria logo em casa, com possibilidades bem reais de um banho quente e chá verde, mas e aqueles que tem que ir até Guaianazes encharcados? Parabéns ao povo, são valentes mesmo.... Hehehehe... Aqui na minha rua, nada diferente do estava na Paulista, cascatas nas escadas das casas (desculpem a aliteração, mas era isso mesmo) e as assustadoras bocas de lobo, gerando redeminhos no meio do riacho que se tornou o meio fio.

Cheguei bem, sã e salva... Mas vi que não temos infraestrutura que aguente 30 minutos de água mais forte, ou dois dias de calor intenso, ou mesmo 2 meses sem chuva... Se não colaborarmos, a água nos leva mesmo...

Ah, o fio custou R$ 25,00, dois passes de metrô, uma capa de chuva - que resistiu e será usada novamente- e esta história. Não comprei a sombrinha, não iria adiantar mais nada... Hehehe...


ps: desculpem as fotos horríveis, do celular, mas tive que registrar.

Aqui na 25 de Março, ainda achando tudo muito "engraçadinho".

Vista do viaduto Sta. Efigênia e Av. Prestes Maia - Nuvens à vista

Rio de lama na Rua Pamplona - a água ia até o joelho em algumas partes Escadaria inundada Cachoeira na esquina Panelão (alguém conhece aquele de Nova Petrópolis no RS? Pois é...) Not so happy right now...